Setembro de 2026 traz mudanças importantes para MEIs e empresas do Simples Nacional. Entenda o que muda, quais são as obrigações e como se preparar antes que o prazo chegue.
Setembro de 2026 não é um mês qualquer no calendário fiscal brasileiro. Ele marca a entrada em vigor de obrigações concretas da Reforma Tributária que afetam diretamente MEIs, empresas do Simples Nacional e prestadores de serviços de todos os portes.
Se agosto foi o mês de entender o que estava por vir, setembro é o mês em que as mudanças chegam de vez. E quem ainda não se preparou precisa agir agora — porque algumas dessas mudanças não esperam.
Neste artigo, reunimos tudo o que muda em setembro, explicamos o impacto prático de cada mudança e mostramos o que você precisa fazer antes de virar o mês.
Mudança 1: NFS-e nacional obrigatória para MEI e Simples Nacional
A principal mudança de setembro é a obrigatoriedade da NFS-e — Nota Fiscal de Serviços Eletrônica — no padrão nacional para microempreendedores individuais e empresas do Simples Nacional que prestam serviços.
A partir de 1º de setembro de 2026, o sistema municipal de emissão de nota fiscal de serviços é substituído pelo ambiente nacional unificado. Isso significa que notas emitidas fora do novo padrão podem ser consideradas inválidas — o que gera problemas tanto para quem emite quanto para o cliente que precisa do documento.
O que você precisa fazer: verificar se o seu sistema de emissão já está integrado ao padrão nacional, atualizar o cadastro fiscal com os dados corretos de atividade e alíquota, e emitir pelo menos uma nota no novo sistema antes que ele se torne a única opção disponível. Quem ainda não fez isso precisa agir ainda em agosto.
Mudança 2: campos de IBS e CBS obrigatórios nas NF-e do regime regular
Para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real, a obrigatoriedade de preencher os campos de IBS e CBS nas notas fiscais eletrônicas entrou em vigor em agosto — mas setembro é o primeiro mês em que o sistema estará em pleno funcionamento sem margem para tolerância.
Na prática, notas emitidas sem os campos de IBS e CBS corretamente preenchidos podem ser rejeitadas pelo sistema da Receita Federal. Para empresas com alto volume de emissão, isso representa um risco operacional real — uma nota rejeitada atrasa o faturamento, cria retrabalho e pode gerar conflito com o cliente que aguarda o documento.
O que você precisa fazer: confirmar com o seu fornecedor de software de emissão que o sistema já está atualizado e parametrizado para os novos campos. Se a sua empresa tem dúvida sobre o enquadramento correto das atividades nos novos tributos, esse é o momento de resolver com o apoio do contador.
Mudança 3: o split payment se aproxima — e a preparação começa agora
O split payment — mecanismo pelo qual o imposto é separado automaticamente no momento do pagamento, sem passar pelo caixa da empresa — passa a ser obrigatório em 2027. Setembro de 2026 é, portanto, o último trimestre completo antes da virada.
Isso significa que as empresas que ainda não fizeram uma análise do impacto do split payment no seu fluxo de caixa estão atrasadas. A mudança afeta diretamente o capital de giro, os prazos de pagamento a fornecedores e a forma como o financeiro da empresa está estruturado.
O que você precisa fazer: mapear quanto do dinheiro que circula hoje no caixa da empresa corresponde a impostos ainda não recolhidos, e entender como o fluxo vai se comportar quando esse valor deixar de entrar. Se necessário, revisar preços, prazos e reservas de capital de giro com antecedência.
Mudança 4: planejamento tributário para 2027 entra na reta final
A escolha do regime tributário para 2027 precisa ser formalizada em janeiro — mas as decisões que sustentam essa escolha precisam estar tomadas antes do fim do ano. Setembro marca o início da reta final desse processo.
Quem ainda não fez uma simulação comparando os regimes disponíveis — levando em conta o faturamento realizado em 2026 e o impacto das mudanças da Reforma Tributária — está correndo contra o tempo. Quanto mais tarde a análise for feita, menos tempo sobra para eventuais ajustes na estrutura da empresa antes da virada do ano.
O que você precisa fazer: agendar uma reunião com o seu contador ainda em setembro para revisar os números do ano e iniciar a análise de regime para 2027. Não deixe essa decisão para dezembro.
Um mês, várias mudanças: como navegar tudo isso sem perder o foco no negócio
Olhando para tudo isso junto, setembro de 2026 pode parecer um mês sobrecarregado de obrigações e decisões. E de certa forma, é. Mas há uma boa notícia: todas essas mudanças têm solução — e nenhuma delas precisa ser resolvida sozinho.
A chave é ter ao lado um escritório contábil que acompanha o cenário de perto, antecipa os impactos e orienta cada cliente com clareza sobre o que fazer e quando. Não um contador que só aparece na hora de fechar o balanço, mas um parceiro que entende o seu negócio e age antes que o problema apareça.
É exatamente esse o modelo de trabalho da Montreal Contabilidade.
A Montreal prepara sua empresa para setembro e para tudo que vem depois
Desde 2008, a Montreal Contabilidade assessora empreendedores de Blumenau e região com atenção, agilidade e comprometimento real com o crescimento de cada cliente. Acompanhamos cada etapa da Reforma Tributária, orientamos sobre NFS-e nacional, split payment, planejamento tributário e todas as mudanças que impactam o seu negócio — antes que elas virem problema.
Se você ainda tem dúvidas sobre o que fazer em setembro, fale com a gente agora. O atendimento é direto com o contador responsável, sem burocracia e sem enrolação.
👉 WhatsApp: (47) 3041-4031
📧 contato@montrealcontabilidade.com.br
🌐 www.montrealcontabilidade.com.br

